CNJ aprova contracheque único para magistrados de todo o país
Medida padroniza remunerações e centraliza verbas para aumentar a transparência e o controle do teto constitucional no Judiciário.
Pontos principais
- A resolução estabelece a Tabela Remuneratória Unificada (TRU) para todos os tribunais brasileiros.
- A norma proíbe folhas suplementares, eliminando a fragmentação de mais de 500 tipos de rubricas.
- A decisão foi aprovada por unanimidade pelo CNJ, sob proposta do ministro Edson Fachin.
- A medida visa fortalecer a autoridade moral do Judiciário e garantir o cumprimento do teto constitucional.
- A resolução alinha os pagamentos às decisões do STF que limitam adicionais a 70% do teto do funcionalismo.
O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, por unanimidade, a implementação de um contracheque único para a magistratura brasileira. A medida determina a adoção da Tabela Remuneratória Unificada (TRU) em todos os tribunais, vedando a emissão de folhas suplementares ou pagamentos paralelos. A iniciativa, proposta pelo ministro Edson Fachin, busca eliminar a fragmentação de mais de 500 tipos de rubricas identificadas pelo órgão, que dificultavam a fiscalização dos vencimentos e a identificação de 'penduricalhos'. Ao centralizar todas as verbas indenizatórias e salariais em um único documento, o CNJ pretende garantir o cumprimento estrito do teto remuneratório constitucional e das diretrizes do Supremo Tribunal Federal sobre verbas extras.
Segundo Fachin, a medida é fundamental para assegurar que os pagamentos realizados com dinheiro público sejam transparentes e acessíveis à sociedade, evitando que verbas sejam ocultadas em múltiplas folhas de pagamento. A resolução reforça a autoridade moral do Judiciário ao padronizar a nomenclatura das verbas e limitar adicionais, conforme decisões anteriores da Corte que restringem ganhos extras a 70% do teto do funcionalismo. Representantes da OAB destacaram que a padronização resolve a dificuldade histórica de contabilizar a proliferação de adicionais, conferindo maior clareza e controle sobre os gastos públicos do setor.
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