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Ações da Ferrari caem após lançamento do Luce, seu primeiro elétrico

O mercado reagiu com ceticismo ao Luce, primeiro elétrico da Ferrari, causando queda nas ações e críticas de especialistas e autoridades.

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26/05 às 17:03 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • As ações da Ferrari recuaram 8,3% em Milão e 5,3% em Nova York após o anúncio do modelo.
  • O design do Luce foi criticado por especialistas e pelo ex-presidente da marca, Luca di Montezemolo.
  • O veículo é o primeiro de cinco lugares da Ferrari e utiliza um sistema de som para simular motores a combustão.
  • O lançamento ocorre em meio à desaceleração da demanda global por elétricos e redução de incentivos nos EUA.
  • A montadora mantém a meta de ter 20% de sua linha composta por modelos elétricos até 2030.

A Ferrari oficializou sua entrada no mercado de veículos elétricos com o Luce, seu primeiro modelo de passageiros movido a bateria. A transição representa uma mudança estratégica significativa para a montadora italiana, historicamente reconhecida por seus motores de combustão de alta performance. Contudo, a recepção ao novo veículo foi marcada por críticas severas de entusiastas, investidores e figuras públicas, como o vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, provocando uma desvalorização acentuada das ações da empresa nas bolsas de Milão e Nova York. O movimento reflete a incerteza do mercado financeiro quanto à capacidade da marca de preservar seu prestígio durante a eletrificação.

O Luce, que se destaca por ser o primeiro carro de cinco lugares da marca, tenta mitigar a perda da experiência sensorial tradicional através de um sistema de amplificação sonora que simula o ruído de um motor a combustão. O lançamento acontece em um cenário desafiador, marcado pela desaceleração da demanda global por veículos elétricos e pela redução de incentivos fiscais nos Estados Unidos. Apesar da reação negativa imediata, a Ferrari reafirmou seu compromisso de longo prazo, mantendo o objetivo de que 20% de sua linha seja composta por modelos elétricos até 2030, equilibrando a inovação tecnológica com a identidade histórica da companhia.

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