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Netanyahu intensifica ataques contra Hezbollah no Líbano

O governo israelense amplia a ofensiva militar contra o Hezbollah, enquanto o grupo militante retalia com ataques ao norte de Israel em meio ao colapso do cessar-fogo.

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Foto: SCMP - World
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25/05 às 09:33 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Benjamin Netanyahu ordenou a aceleração da ofensiva militar, declarando o fim da fase de contenção contra o Hezbollah.
  • As Forças de Defesa de Israel confirmaram o bombardeio de mais de 70 alvos do grupo nas últimas 24 horas.
  • O Hezbollah retaliou com ataques direcionados a quartéis e postos militares no norte de Israel.
  • Ambos os lados acusam o outro de violar sistematicamente os termos do cessar-fogo estabelecido em 17 de abril.
  • Cerca de 600 membros do Hezbollah foram mortos nas últimas semanas de confronto, segundo relatos oficiais.
  • Israel criou uma força-tarefa tecnológica para neutralizar ameaças como drones de fibra óptica e automáticos.
  • O conflito ocorre paralelamente a negociações entre EUA e Irã que buscam uma trégua na região.
  • O governo israelense busca alinhar sua estratégia de confronto com a administração do presidente Donald Trump.
  • Ministros da ala de extrema-direita pressionam por operações de maior intensidade, incluindo ataques a Beirute.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou a intensificação das operações militares contra o Hezbollah no Líbano, declarando que a fase de contenção chegou ao fim e que a ordem atual é esmagar a capacidade operacional do grupo. A ofensiva, que foca em alvos estratégicos no leste e sul do território libanês, tem sido marcada por bombardeios intensos. Em resposta, o Hezbollah realizou ataques contra quartéis e postos militares no norte de Israel, intensificando a troca de fogo que ocorre desde o início de março de 2026. Segundo dados recentes, o conflito já resultou na morte de aproximadamente 600 membros da milícia, enquanto o governo israelense implementa contramedidas tecnológicas contra táticas avançadas do grupo.

A decisão de ampliar as operações ocorre em um momento de colapso do cessar-fogo estabelecido em 17 de abril, com ambos os lados trocando acusações sobre violações dos termos acordados. Esse cenário de hostilidade crescente impõe novos desafios às movimentações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, que buscam finalizar os termos de um acordo de paz regional. A postura de Israel, contudo, mantém a pressão militar como prioridade estratégica, buscando alinhar sua política de segurança com a administração do presidente Donald Trump, enquanto resiste a pressões internacionais que tentam evitar uma escalada para um conflito de larga escala.

Internamente, Netanyahu tenta equilibrar as demandas da ala radical de seu gabinete, que defende medidas severas como ataques diretos a Beirute, com as complexidades do cenário geopolítico. Enquanto as negociações entre Washington e Teerã enfrentam um impasse, a persistência dos ataques sinaliza que Israel mantém o foco na neutralização da infraestrutura do Hezbollah como um pilar central de sua política de segurança nacional, mesmo diante da instabilidade regional e da fragilidade dos acordos de trégua vigentes.

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