Netanyahu anuncia expansão de zona-tampão de Israel no Líbano
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel expandirá sua zona-tampão no Líbano para neutralizar mísseis antitanque e o Hezbollah, intensificando o conflito na região.
Pontos principais
- Benjamin Netanyahu afirmou que Israel expandirá a zona-tampão no Líbano para eliminar a ameaça de mísseis antitanque e dissolver o Hezbollah.
- O ministro da Defesa, Israel Katz, indicou que Israel controlará uma faixa de aproximadamente 30 km no sul do Líbano, até o rio Litani, destruindo pontes usadas pelo Hezbollah.
- A expansão da zona-tampão representa uma escalada na ofensiva terrestre israelense e aumenta o temor de uma invasão em larga escala.
- Hostilidades entre Israel e Hezbollah foram retomadas em março, resultando em mais de mil mortes e 1,2 milhão de libaneses deslocados.
- A ONU alertou que o "modelo de Gaza não deve ser replicado no Líbano", pedindo o fim dos ataques de ambos os lados.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou a intenção de expandir a "zona-tampão" no Líbano, visando eliminar a ameaça de mísseis antitanque e dissolver o Hezbollah. O ministro da Defesa, Israel Katz, detalhou que a faixa controlada por Israel se estenderá por cerca de 30 km no sul do Líbano, alcançando o rio Litani, com a destruição de pontes estratégicas utilizadas pelo Hezbollah. Esta medida intensifica as operações israelenses contra o grupo, que foram retomadas em março com ações terrestres e bombardeios, e aumenta o temor de uma invasão em larga escala.
A operação já causou mais de mil mortes e deslocou mais de 1,2 milhão de pessoas no Líbano. O Hezbollah, por sua vez, prometeu combater a criação da zona-tampão, considerando-a uma "ameaça existencial" ao país. A estratégia de Israel de criar uma zona de segurança no Líbano ecoa eventos passados, como a invasão de 1982 e a ocupação de território libanês que durou até o ano 2000. A ONU, por meio de António Guterres, alertou que o "modelo de Gaza não deve ser replicado no Líbano", pedindo o fim dos ataques de ambos os lados.
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