A relação entre EUA e Israel é uma aliança estratégica profunda, marcada por intensa cooperação militar, de inteligência e diplomática, com os EUA fornecendo um suporte financeiro e bélico significativo. Atualmente, Israel recebe cerca de US$ 3,8 bilhões anuais em assistência militar, e vendas recentes de armas totalizaram US$ 6,67 bilhões em 2026, em meio a tensões regionais com o Irã. Apesar desse apoio contínuo, o governo israelense, liderado por Benjamin Netanyahu, manifestou a intenção de buscar maior autonomia estratégica e dispensar a ajuda militar americana em dez anos.
A relação entre os Estados Unidos e Israel é uma das alianças estratégicas e militares mais profundas do cenário geopolítico contemporâneo. Caracterizada por uma cooperação intensa em defesa, inteligência e diplomacia, essa parceria envolve um suporte financeiro e bélico significativo por parte do governo norte-americano, consolidando Israel como o principal aliado dos EUA no Oriente Médio.
Contexto histórico e desenvolvimento
Historicamente, os Estados Unidos têm fornecido um suporte robusto para a manutenção da segurança e da superioridade militar de Israel na região. Atualmente, esse apoio é materializado por meio de um pacote de ajuda financeira anual de aproximadamente 3,8 bilhões de dólares (equivalente a mais de 20 bilhões de reais). Esse montante é destinado primordialmente à aquisição de armamentos e tecnologias de defesa avançadas.
Em 31 de janeiro de 2026, a administração Trump aprovou uma nova e significativa série de vendas de armas para Israel, totalizando US$ 6,67 bilhões. Este pacote incluiu 30 helicópteros de ataque Apache, avaliados em US$ 3,8 bilhões, equipados com lançadores de foguetes e sistemas avançados de mira, além de 3.250 veículos táticos leves no valor de US$ 1,98 bilhão, destinados ao transporte de pessoal e logística para as Forças de Defesa de Israel. Essa aprovação ocorreu em meio a tensões crescentes no Oriente Médio, relacionadas a possíveis ataques militares dos EUA no Irã, sublinhando a importância estratégica da aliança.
A cooperação militar de alto nível entre os dois países é contínua, com reuniões estratégicas frequentes. Em 30 de janeiro de 2026, os principais generais dos EUA e de Israel realizaram conversas secretas no Pentágono, em meio a crescentes tensões com o Irã. Este encontro, que não havia sido divulgado anteriormente, envolveu discussões sobre a situação regional e a prontidão operacional das forças armadas israelenses para qualquer cenário possível, especialmente considerando o reforço da presença naval e das defesas aéreas dos EUA no Oriente Médio após ameaças do presidente Donald Trump ao Irã. O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, alertou que um ataque dos EUA iniciaria uma "guerra regional".
Recentemente, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sinalizou uma possível mudança na dinâmica dessa dependência econômica. O governo de Israel manifestou o desejo de dispensar a ajuda militar norte-americana em um prazo de dez anos. Essa iniciativa sugere uma busca por maior autonomia estratégica e autossuficiência na produção e aquisição de recursos militares, refletindo o amadurecimento da economia e da indústria de defesa israelense.
Linha do tempo
Período Atual: Israel recebe cerca de 3,8 bilhões de dólares anuais em assistência militar dos EUA.
31 de janeiro de 2026: A administração Trump aprova a venda de um pacote de armas no valor de US$ 6,67 bilhões para Israel, incluindo 30 helicópteros Apache e 3.250 veículos táticos leves.
31 de janeiro de 2026: Uma explosão atinge um prédio em Bandar Abbas, cidade portuária no sul do Irã, deixando um morto e 14 feridos. A causa foi atribuída a um vazamento de gás. Rumores de ataque ou envolvimento externo foram negados por autoridades iranianas, dos EUA e de Israel.
30 de janeiro de 2026: Generais dos EUA (Dan Caine) e de Israel (Eyal Zamir) realizam conversas secretas no Pentágono em meio a tensões com o Irã. Os EUA aumentam sua presença militar no Oriente Médio.
Janeiro de 2026: O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declara a intenção de encerrar a dependência da ajuda militar norte-americana dentro de uma década.
Projeção (10 anos): Prazo estipulado pelo governo israelense para a transição rumo à dispensa do auxílio financeiro externo para armamentos.
Principais atores
Benjamin Netanyahu: Primeiro-ministro de Israel e principal articulador da proposta de autonomia militar.
Governo dos Estados Unidos: Provedor histórico de assistência financeira e militar, com a administração Trump sendo responsável por vendas significativas de armamentos.
Forças de Defesa de Israel (IDF): Instituição beneficiária direta dos recursos e equipamentos financiados pela ajuda externa e pelas vendas de armas.
General Dan Caine: Chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, envolvido em conversas estratégicas com Israel.
Eyal Zamir: Chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, participante de reuniões de alto nível com os EUA.
Israel Katz: Ministro da Defesa israelense, que se reuniu com Eyal Zamir após as conversas em Washington para avaliar a situação regional.
Aiatolá Ali Khamenei: Líder supremo do Irã, que alertou sobre uma "guerra regional" em caso de ataque dos EUA.
Termos importantes
Ajuda Militar: Assistência financeira concedida por um país a outro para fins de defesa e compra de material bélico.
Autonomia Estratégica: Capacidade de um Estado de tomar decisões e agir em prol de sua segurança sem depender de recursos ou aprovação de terceiros.
Cotação Cambial: Valor de uma moeda em relação a outra (relevante para a conversão dos bilhões de dólares em moeda local).
Venda de Armas: Transação comercial de equipamentos militares entre países, frequentemente com implicações estratégicas e políticas.
Guerra Regional: Conflito militar que se estende por uma área geográfica específica, envolvendo múltiplos países ou atores na região.