UBS estima esforço fiscal de até 4% do PIB para estabilizar dívida
Relatório do banco aponta que o Brasil precisará de ajuste fiscal rigoroso para conter o crescimento da dívida pública nos próximos anos.
Pontos principais
- O esforço fiscal necessário para a estabilização da dívida varia entre 2,2% e 4% do PIB.
- A projeção considera um cenário de crescimento econômico próximo a 2% ao ano.
- A credibilidade fiscal é apontada como fator essencial para reduzir o prêmio de risco nos juros longos.
- O relatório sugere que a sinalização de superávits primários persistentes será crucial para o próximo governo a partir de 2027.
Um novo relatório do banco UBS indica que o Brasil enfrenta um desafio fiscal significativo, necessitando de um esforço entre 2,2% e 4% do PIB para estabilizar a trajetória da dívida pública. O cálculo leva em conta diferentes cenários para a taxa Selic e uma perspectiva de crescimento econômico moderado, em torno de 2%. Segundo a instituição, a adoção de medidas que garantam a sustentabilidade das contas é fundamental para diminuir o prêmio de risco cobrado pelo mercado em taxas de juros de longo prazo. O documento ressalta que o próximo governo, que assumirá em 2027, terá o papel central de sinalizar superávits primários consistentes. O UBS utiliza o período entre 2016 e 2019 como referência, destacando que mudanças efetivas no regime fiscal podem melhorar a percepção de risco do país e estabilizar o cenário macroeconômico.
Comentários
Carregando comentários...
