FMI recomenda reformas fiscais para conter dívida pública brasileira
O FMI sugere poupar receitas do petróleo e realizar reformas fiscais para colocar a dívida pública em trajetória de queda sustentável.
Pontos principais
- O FMI recomenda poupar receitas extras do petróleo para estabilizar a dívida pública.
- A dívida do setor público consolidado atingiu 80,4% do PIB, o maior patamar desde 2021.
- Sob o critério do FMI, que inclui títulos no Banco Central, o endividamento alcançou 93,1% do PIB em abril.
- Especialistas alertam que o arcabouço fiscal pode se tornar insustentável sem cortes robustos de despesas.
- O sistema financeiro nacional foi avaliado como resiliente, com bancos bem capitalizados.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reforçou a necessidade de reformas fiscais ambiciosas para garantir a sustentabilidade da dívida pública brasileira, que atingiu 80,4% do PIB, o maior nível desde 2021. Sob a métrica do Fundo, que considera títulos na carteira do Banco Central, o endividamento chega a 93,1% do PIB. Para reverter esse cenário, o organismo sugere que o governo utilize receitas extraordinárias, como as do petróleo, para reduzir o passivo e aumentar a credibilidade fiscal, reduzindo custos de empréstimos. Embora o arcabouço fiscal de 2023 tenha sido um passo, analistas alertam que a regra pode ser insuficiente sem cortes robustos de gastos, com projeções indicando que a dívida pode atingir 100% do PIB até 2035. Em paralelo, o FMI destacou a resiliência do sistema financeiro nacional, recomendando que o Banco Central reforce sua capacidade de supervisão e amplie seu quadro de pessoal.
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