STF valida lei que permite construção da ferrovia Ferrogrão
Supremo conclui julgamento com maioria, validando a lei que altera limites do Parque Nacional do Jamanxim para viabilizar a obra estratégica de escoamento agrícola.
Pontos principais
- O STF declarou constitucional a Lei 13.452/2017, encerrando a disputa sobre a redução de limites do Parque Nacional do Jamanxim.
- O placar final consolidou a validade da norma, reconhecendo a importância da ferrovia para o escoamento da produção agrícola.
- A ferrovia conectará Sinop (MT) ao Porto de Mirituba (PA), visando reduzir impactos ambientais em comparação ao transporte rodoviário.
- Ministros estabeleceram condicionantes ambientais, incluindo a proibição de reduzir territórios protegidos em um raio de 250 km de terras indígenas.
- O projeto, paralisado desde 2021, é alvo de críticas de movimentos sociais e grupos indígenas devido aos impactos na Amazônia.
- A ação foi movida pelo PSOL, que questionava a alteração de área protegida realizada originalmente via medida provisória.
O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento sobre a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, que altera os limites do Parque Nacional do Jamanxim, viabilizando a construção da Ferrogrão. A Corte validou a norma, superando a contestação movida pelo PSOL, que questionava o uso de Medida Provisória para a supressão de área protegida. Embora tenha havido variações nos votos durante o processo, a maioria dos ministros entendeu que a obra é estratégica para a infraestrutura nacional, argumentando que o modal ferroviário reduz significativamente os impactos ambientais e os custos logísticos em comparação ao transporte rodoviário atual.
A decisão abre caminho para a retomada do projeto, que estava suspenso por determinação judicial desde 2021. Ministros como Flávio Dino e Cristiano Zanin, ao votarem pela manutenção da lei, impuseram ressalvas rigorosas quanto ao licenciamento ambiental e à proteção de áreas indígenas. Ficou estabelecido que futuras alterações não poderão impactar territórios protegidos em um raio de 250 km de terras indígenas. O projeto segue sob monitoramento de grupos sociais e ambientais, que alertam para os potenciais danos à biodiversidade e às comunidades tradicionais na região amazônica, enquanto o governo federal avalia os próximos passos para o início das obras.
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