STF encerra ação sobre monitoramento de jornalistas no governo Bolsonaro
Supremo Tribunal Federal decide não julgar mérito de ação que questionava o monitoramento de jornalistas e parlamentares durante a gestão anterior.
Pontos principais
- A ação foi protocolada pelo Partido Verde em 2020 após denúncias de vigilância estatal.
- A maioria dos ministros seguiu o voto do ministro André Mendonça, que não viu cerceamento à liberdade de imprensa.
- A relatora Cármen Lúcia votou pelo reconhecimento de desvio de finalidade e violação à moralidade administrativa.
- O governo Bolsonaro alegou na época que os relatórios eram ferramentas de suporte para a comunicação governamental.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu encerrar a análise de uma ação que questionava o monitoramento de redes sociais de jornalistas e parlamentares realizado durante o governo de Jair Bolsonaro. A ação, movida pelo Partido Verde em 2020, buscava investigar a legalidade de relatórios produzidos por órgãos estatais sobre figuras públicas. A maioria dos ministros acompanhou o voto do ministro André Mendonça, que argumentou que a prática não configurava espionagem ou cerceamento à liberdade de imprensa. Em contrapartida, a relatora Cármen Lúcia defendeu que o monitoramento representava um desvio de finalidade e uma violação aos princípios da moralidade administrativa. Com a decisão, a Corte optou por não julgar o mérito do caso, encerrando a controvérsia jurídica sobre a atuação dos órgãos de inteligência e comunicação da gestão anterior.
Comentários
Carregando comentários...
