Banco Master não oferecia risco sistêmico, diz Galípolo
Presidente do Banco Central afirmou que a liquidação do Banco Master não ameaçou o sistema financeiro devido à sua baixa participação no mercado.
Pontos principais
- Gabriel Galípolo destacou que o Banco Master detinha menos de 0,5% de participação no sistema bancário brasileiro.
- O Banco Central intensificou o monitoramento após identificar a criação de novas carteiras de investimentos em meio a crises de liquidez.
- A instituição não cumpriu um termo de compromisso assinado em 2024 para sanar falhas de governança e capital.
- A Polícia Federal investiga irregularidades em R$ 12,2 bilhões em créditos negociados com o Banco Regional de Brasília.
- O banco teve sua liquidação extrajudicial decretada em novembro de 2025 após falhas em tentativas de captação de recursos.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, esclareceu que o Banco Master não representava um risco sistêmico ao mercado financeiro nacional antes de sua liquidação extrajudicial, ocorrida em novembro de 2025. Segundo Galípolo, a instituição possuía uma participação inferior a 0,5% no sistema bancário, o que minimizou o potencial de contágio para outras entidades. O monitoramento pelo regulador foi intensificado após a percepção de que o banco expandia suas operações de investimento mesmo diante de graves problemas de liquidez. Apesar de ter assinado um termo de compromisso em 2024 para corrigir deficiências de governança e capital, o banco não obteve sucesso na captação de recursos necessários para sua recuperação. Paralelamente, a Polícia Federal conduz uma investigação sobre possíveis irregularidades em R$ 12,2 bilhões em créditos vendidos ao Banco Regional de Brasília, marcando o desfecho da instituição após tentativas frustradas de venda.
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