A ciência brasileira enfrenta o desafio do 'efeito tesoura', fenômeno que descreve a queda progressiva da participação de mulheres em cargos de alta senioridade acadêmica. Para combater essa disparidade, iniciativas como o movimento Parents in Science e políticas públicas, a exemplo do programa Aurora da Capes, têm implementado medidas para evitar que a maternidade interrompa trajetórias profissionais. As ações focam na flexibilização de prazos em editais e na inclusão do trabalho de cuidado como critério positivo em processos seletivos. Embora o suporte financeiro tenha avançado, o Atlas da Permanência Materna destaca que a infraestrutura física, como a disponibilidade de cuidotecas, ainda é insuficiente nas universidades federais. Essas mudanças são fundamentais para garantir a equidade de gênero e a retenção de talentos no sistema de pesquisa nacional, assegurando que o período de dedicação à maternidade não resulte em desvantagens competitivas permanentes.
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