Pesquisa da USP aponta barreiras para mulheres no setor de STEM
Estudo identifica que racismo, estereótipos de gênero e desafios da maternidade dificultam o empreendedorismo feminino em ciência e tecnologia.
Pontos principais
- Pesquisadores da USP mapearam três eixos principais de dificuldades enfrentadas por empreendedoras em áreas de STEM.
- A maternidade é citada como um fator que impõe obstáculos significativos à trajetória profissional dessas mulheres.
- O racismo e os estereótipos de gênero atuam como mecanismos estruturais de exclusão no mercado de tecnologia e ciência.
- O levantamento reforça a necessidade de políticas de equidade para superar preconceitos enraizados no setor.
Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que empreendedoras nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) enfrentam barreiras estruturais que limitam sua inserção e permanência no mercado. A pesquisa destaca que a combinação de racismo, estereótipos de gênero e os desafios impostos pela maternidade cria um ambiente de exclusão, forçando essas profissionais a performarem acima da média para superarem preconceitos. A relevância do levantamento reside na identificação de que o sucesso dessas mulheres não depende apenas de competência técnica, mas da superação de obstáculos sistêmicos. Especialistas apontam que a equidade no setor de tecnologia exige uma mudança profunda nas estruturas corporativas e sociais, garantindo que o talento feminino não seja subutilizado devido a preconceitos históricos que ainda permeiam o ecossistema de inovação brasileiro.
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