Mulheres empreendedoras nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) no Brasil enfrentam barreiras significativas, incluindo acesso a capital e vieses de gênero.
Mulheres empreendedoras nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) no Brasil enfrentam um duplo desafio: transformar inovações científicas em negócios viáveis e superar ambientes majoritariamente masculinos. A dificuldade de acesso a capital é um obstáculo notável, exemplificado por relatos de empreendedoras que enfrentam vieses de gênero ao buscar investimentos. Dados revelam que apenas 19,9% dos fundadores de startups no país são mulheres, percentual que diminui ainda mais em setores de tecnologia intensiva.
Essa disparidade tem raízes profundas, começando na educação, onde apenas 26% dos estudantes em cursos STEM são mulheres. Além disso, a falta de representatividade e as barreiras estruturais, como a necessidade de provar capacidade repetidamente e a ausência de redes de relacionamento, dificultam o progresso. Contudo, iniciativas como o Impa Tech e o projeto "Meninas e Mulheres na Ciência" do Inatel buscam reverter esse quadro, promovendo maior inclusão e representatividade feminina no setor.