Interpol inclui empresário Ricardo Magro em Difusão Vermelha
Investigação da PF aponta esquema de sonegação fiscal de R$ 52 bilhões e rede de influência política envolvendo a refinaria Refit no Rio de Janeiro.
Pontos principais
- Ricardo Magro foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol por suspeitas de fraude e ocultação de patrimônio.
- A Refit é apontada como a maior devedora de impostos do país, com dívida ativa de R$ 52 bilhões.
- A Operação Sem Refino investiga a cooptação de órgãos estaduais para evitar cobranças e interdições.
- O governador Cláudio Castro foi alvo de mandados de busca e apreensão na operação.
- A Refit nega irregularidades e afirma que as disputas tributárias tramitam na esfera judicial.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino para investigar um esquema de fraudes fiscais, evasão de divisas e ocultação de patrimônio envolvendo o grupo Refit. Como desdobramento, o empresário Ricardo Magro foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol. A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros do grupo, valor que corresponde à dívida ativa da empresa. A investigação aponta que Magro operava uma rede de influência de longa data, cooptando órgãos como a Secretaria de Fazenda e a PGE do Rio de Janeiro para obter benefícios administrativos e evitar cobranças tributárias. O caso atingiu o governador Cláudio Castro, alvo de buscas, e ganhou repercussão internacional, sendo tema de discussões entre o presidente Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump. Em nota, a Refit refutou as acusações, alegando perseguição e sustentando que as pendências tributárias estão sendo tratadas judicialmente.
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