O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou a necessidade de "movimentos mais seguros" na política monetária brasileira devido à incerteza global, incluindo conflitos no Oriente Médio.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enfatizou a necessidade de "movimentos mais seguros" na política monetária brasileira em um cenário de incerteza global. Durante o "12º Seminário Anual de Política Monetária" da FGV/Ibre, Galípolo discutiu o futuro da taxa Selic e do IPCA, ressaltando que o ciclo de cortes de juros pode ser menos intenso. A mediana das projeções para a inflação de 2026 subiu para 4,36%, superando a meta de 3% com tolerância de até 4,50%.
Galípolo mencionou que a guerra no Oriente Médio é um dos fatores que contribuem para essa incerteza, ao lado de outros choques de oferta globais como a pandemia de covid, a guerra entre Rússia e Ucrânia e o Tarifaço de Trump. O presidente do BC destacou que o trabalho da instituição é evitar que esses choques de oferta se transformem em "efeitos de 2ª ordem", como a espiral salário-preço, que poderiam prolongar os impactos negativos na economia.
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