Tribunal israelense prorroga detenção de ativistas de flotilha de Gaza
Um tribunal de Israel estendeu a detenção de dois ativistas humanitários da flotilha de Gaza, incluindo um brasileiro e um espanhol-palestino, até 10 de maio, gerando condenação internacional.
Pontos principais
- A detenção de dois ativistas humanitários da flotilha de Gaza foi prorrogada por um tribunal israelense até 10 de maio.
- Os ativistas são Thiago Ávila, brasileiro, e Saif Abu Keshek, espanhol-palestino, detidos em 30 de abril.
- Israel acusa os ativistas de terem ligações com uma organização sancionada pelos Estados Unidos.
- O presidente Lula condenou a detenção de Ávila, classificando-a como injustificável e afronta ao direito internacional.
- A defesa argumenta que Israel usa provas sigilosas e não deveria aplicar sua legislação a não-cidadãos detidos fora de seu território.
Um tribunal israelense decidiu prorrogar a detenção de dois ativistas humanitários que faziam parte da flotilha de Gaza. Entre os detidos estão o cidadão brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek. A extensão da detenção foi estabelecida até o dia 10 de maio pelo Tribunal de Magistrados de Ashkelon. Israel acusa os ativistas de terem ligações com uma organização sancionada pelos Estados Unidos. Ávila e Keshek foram capturados em 30 de abril a bordo de um navio da Global Sumud Flotilla que levava ajuda humanitária para Gaza em águas internacionais.
A notícia foi confirmada pelo grupo de direitos humanos Adalah, que já anunciou a intenção de recorrer da decisão judicial, e também por uma ONG à agência de notícias AFP. A defesa, representada pelo Adalah, argumenta que Israel acusa os ativistas com base em provas sigilosas e que a legislação israelense não deveria ser aplicada a não-cidadãos detidos fora de seu território. O movimento internacional Global Sumud Flotilla afirma que não há indícios ou provas contra Ávila e Abukeshek, nem acusação formal, e que a detenção visa interrogatórios.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a detenção de Ávila como uma ação injustificável e uma afronta ao direito internacional, exigindo sua libertação imediata em conjunto com a Espanha. A Frente Palestina São Paulo também se mobilizou, denunciando tortura e maus-tratos, e reivindica a intervenção do governo brasileiro e o rompimento das relações com Israel.
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