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Ativistas de flotilha em Gaza denunciam abusos sob custódia de Israel

Ativistas libertados, incluindo uma brasileira, relatam agressões e violência sexual sob custódia israelense, gerando investigações europeias e pressão diplomática internacional.

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Foto: InfoMoney
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22/05 às 18:02 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Pelo menos 15 ativistas denunciaram casos de agressão sexual e estupro durante o período de detenção.
  • A ativista brasileira Beatriz Moreira, de 23 anos, relatou ter sofrido espancamentos e humilhações sob custódia.
  • A organização Global Sumud Flotilla formalizou denúncias contra soldados israelenses nesta sexta-feira (22).
  • Mais de 400 pessoas foram detidas durante a operação humanitária e posteriormente deportadas para a Turquia.
  • Governos da Alemanha, França, Itália e Espanha exigem explicações formais após o retorno de cidadãos feridos.
  • Promotores italianos abriram inquérito para investigar possíveis crimes de tortura e sequestro.
  • O Serviço Prisional de Israel nega as acusações, classificando-as como falsas e sem fundamento.
  • A União Europeia discute possíveis sanções após a circulação de um vídeo envolvendo o ministro Itamar Ben-Gvir.

Ativistas que participavam de uma missão humanitária com destino a Gaza denunciaram abusos físicos e sexuais graves, incluindo relatos de estupro e espancamento, cometidos por forças israelenses durante o período em que estiveram detidos. Entre os relatos, a brasileira Beatriz Moreira, integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens, afirmou ter sido vítima de agressões e humilhações após ser interceptada na última segunda-feira. A organização Global Sumud Flotilla formalizou as denúncias nesta sexta-feira (22), detalhando que, entre os mais de 400 detidos na operação e posteriormente deportados para a Turquia, pelo menos 15 pessoas sofreram violências que exigiram hospitalização imediata. As alegações ganharam escala internacional após governos da Alemanha, França e Espanha confirmarem que seus cidadãos retornaram com ferimentos, exigindo explicações formais de Tel Aviv. Em resposta, o Serviço Prisional de Israel negou categoricamente as denúncias, classificando-as como infundadas.

O caso escalou para a esfera judicial com promotores italianos iniciando investigações sobre possíveis crimes de tortura e sequestro contra seus nacionais. A tensão diplomática foi agravada pela circulação de um vídeo em que o ministro Itamar Ben-Gvir aparece zombando de detidos, provocando discussões sobre a aplicação de sanções pela União Europeia contra autoridades israelenses. A situação permanece sob monitoramento, enquanto a pressão por uma investigação transparente aumenta entre os países europeus envolvidos, apesar de agências de notícias internacionais informarem que ainda não foi possível verificar os relatos de forma independente.

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