A Justiça de Israel estendeu a prisão de dois ativistas, um brasileiro e um palestino-espanhol, detidos em uma flotilha que tentava romper o bloqueio a Gaza, sob acusação de ligação com organização sancionada pelos EUA. Brasil e Espanha consideram a detenção ilegal.
A Justiça de Israel estendeu a prisão preventiva de dois ativistas estrangeiros, o brasileiro Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek, que faziam parte de uma flotilha com destino a Gaza. A detenção foi prorrogada por mais dois dias após a interceptação da flotilha no Mediterrâneo na quinta-feira. As autoridades israelenses haviam solicitado uma prorrogação de quatro dias, sob suspeita de crimes como assistência ao inimigo e contato com agente estrangeiro, acusações negadas pela advogada dos ativistas, que alega falta de jurisdição e que a missão visava apenas fornecer ajuda humanitária.
A flotilha, composta por mais de 50 embarcações e com 175 pessoas a bordo da Global Sumud, partiu da França, Espanha e Itália. Seu objetivo declarado era entregar suprimentos e chamar a atenção para a situação humanitária em Gaza, desafiando o bloqueio imposto por Israel ao território palestino. Os ativistas foram detidos em águas internacionais perto da Grécia e levados para Israel, enquanto outros 100 ativistas foram para Creta. Os governos do Brasil e da Espanha emitiram uma declaração conjunta classificando a detenção como ilegal. Os ativistas relataram ter sofrido violência e terem sido mantidos algemados e vendados a caminho de Israel.
InfoMoney • 3 mai, 16:39
Folha de São Paulo - Mundo • 3 mai, 08:47
The Guardian World • 3 mai, 06:02
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