Estudo da UnB e UFRJ aponta que a implementação da Tarifa Zero no transporte público de capitais e regiões metropolitanas pode gerar uma economia de R$ 60,3 bilhões anuais para passageiros, impulsionando a economia.

Um estudo conduzido pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) revela que a implementação da Tarifa Zero no transporte público das capitais e regiões metropolitanas brasileiras poderia injetar R$ 60,3 bilhões anualmente na economia. Essa economia seria gerada diretamente para os passageiros, impulsionando a circulação de dinheiro e beneficiando a população. O estudo, financiado pela Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero, sugere que a medida vai além da mobilidade, funcionando como um instrumento de distribuição de renda e redução de desigualdades, comparável a programas sociais como o Bolsa Família.
Os pesquisadores destacam o caráter redistributivo da Tarifa Zero, que beneficiaria principalmente famílias de baixa renda e populações vulneráveis. A injeção real de liquidez no bolso das famílias seria de R$ 45,6 bilhões, após descontar isenções e gratuidades já existentes. Para o financiamento, um estudo anterior propõe uma contribuição mensal de empresas, inspirada no modelo francês Versement Mobilité, com potencial de arrecadar cerca de R$ 80 bilhões por ano, substituindo o vale-transporte por contribuições de empresas privadas e públicas com mais de dez funcionários, sem onerar o orçamento da União.
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