Tarifa zero no transporte pode ampliar acesso à saúde, aponta estudo
Pesquisa da UnB indica que a gratuidade no transporte público reduz desigualdades e facilita o acesso de populações periféricas a serviços médicos.
Pontos principais
- Estudo da UnB aponta que o custo e a precariedade do transporte público limitam o acesso a consultas e tratamentos médicos.
- Barreiras de mobilidade afetam desproporcionalmente a população negra e de baixa renda residente em periferias.
- A implementação da tarifa zero é apontada como uma política capaz de reduzir desigualdades territoriais e raciais.
- Estimativas indicam que a gratuidade no transporte poderia injetar R$ 60,3 bilhões anuais na economia nacional.
Um novo estudo realizado pela Universidade de Brasília (UnB) sugere que a implementação da tarifa zero no transporte público pode atuar como um mecanismo fundamental para reduzir desigualdades sociais no Brasil. A pesquisa destaca que o custo elevado das passagens e a ineficiência do sistema de transporte são barreiras significativas que impedem a população de baixa renda e residentes em periferias de acessarem serviços essenciais de saúde, resultando em faltas frequentes a consultas e tratamentos médicos. Além do impacto direto na saúde pública, o levantamento aponta que a medida possui potencial econômico relevante, com projeções de uma injeção de R$ 60,3 bilhões anuais na economia nacional. Ao mitigar as dificuldades de mobilidade, a tarifa zero é apresentada como uma política estruturante para promover maior equidade racial e territorial nas cidades brasileiras.
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