Dario Durigan defende revisão de índices de inflação e mantém meta de 3%
O ministro da Fazenda reafirma a meta de inflação de 3% e descarta alterações, mas defende a modernização metodológica dos índices de preços.
Pontos principais
- Dario Durigan defende a atualização da cesta de consumo para incluir serviços digitais e reduzir o peso de itens obsoletos.
- O ministro descartou qualquer mudança na meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
- A meta de 3% foi reafirmada pelo governo como o objetivo central da política monetária atual.
- O ministro aponta que a volatilidade do dólar e a baixa taxa de poupança pressionam o nível dos juros no país.
- O governo planeja vetar pautas-bomba no Congresso com impacto de R$ 111 bilhões, podendo recorrer ao STF para garantir o equilíbrio fiscal.
- A proposta de ajustes técnicos nos índices busca trazer maior clareza e precisão à condução da política econômica.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a necessidade de revisar os índices de inflação utilizados no Brasil, argumentando que a cesta de consumo atual está defasada ao supervalorizar itens obsoletos e ignorar a relevância de serviços digitais. Apesar da abertura para discutir ajustes técnicos na metodologia de cálculo dos índices, Durigan foi enfático ao descartar qualquer alteração na meta de inflação de 3%, reafirmando que o Conselho Monetário Nacional (CMN) mantém as diretrizes vigentes. Segundo o ministro, a modernização dos indicadores visa trazer maior clareza à política econômica, enquanto o governo enfrenta desafios como a volatilidade do dólar e o baixo nível de poupança interna, fatores que exercem pressão sobre os juros.
Paralelamente à discussão sobre indicadores, o Ministério da Fazenda mantém foco na disciplina fiscal. O governo planeja vetar pautas-bomba em tramitação no Congresso que somam um impacto de R$ 111 bilhões aos cofres públicos. Caso necessário, a equipe econômica não descarta recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para assegurar o cumprimento das metas fiscais e evitar o desequilíbrio das contas públicas, reforçando o compromisso com a sustentabilidade econômica do país.
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