O deputado estadual Thiago Rangel foi preso pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne, que investiga fraudes na Secretaria de Educação do Rio de Janeiro, lavagem de dinheiro e agora inclui evidências de mensagens com teor violento.
O deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) foi preso pela Polícia Federal como parte da quarta fase da Operação Unha e Carne. A ação investiga um esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro, com foco no direcionamento de licitações para empresas ligadas a uma organização criminosa em obras e fornecimento de materiais para escolas estaduais. As ordens judiciais, incluindo sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão, foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da força-tarefa Missão Redentor II. Os investigados podem responder por crimes como peculato, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A investigação aponta que os recursos públicos desviados eram lavados através de uma rede de postos de combustíveis controlada pelo grupo criminoso. No celular de Thiago Rangel, a Polícia Federal encontrou mensagens com teor violento, incluindo uma de 2021 em que ele sugeria "mandar uma surpresa" a um crítico em rede social, mencionando "12 tiros no portão". Outra mensagem de 2022 mostra Rangel e Fábio Pourbaix Azevedo arquitetando um ataque a uma pessoa não identificada. Uma foto de maços de dinheiro, enviada por Luis Fernando Passos após a assinatura de um contrato, também foi encontrada no aparelho. A defesa de Thiago Rangel nega a prática de atos ilícitos e afirma que o parlamentar prestará os esclarecimentos necessários.
Thiago Rangel, eleito em 2022, já era alvo de investigações anteriores, tendo sido investigado na Operação Postos de Midas em 2024 por supostas irregularidades em contratos públicos e lavagem de dinheiro. A Secretaria Estadual de Educação informou que está revisando administrativamente os procedimentos de obras, estabeleceu um teto de R$ 130 mil para manutenções e pequenos reparos, e afirmou que está colaborando com o Ministério Público Estadual e outros órgãos de controle.
Agência Brasil - EBC • 5 mai, 16:26
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