O deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) foi preso pela Polícia Federal como parte da quarta fase da Operação Unha e Carne. A ação investiga um esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro, com foco no direcionamento de licitações para empresas ligadas a uma organização criminosa em obras e fornecimento de materiais para escolas estaduais. As ordens judiciais, incluindo sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão, foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da força-tarefa Missão Redentor II. Os investigados podem responder por crimes como peculato, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A investigação aponta que os recursos públicos desviados eram lavados através de uma rede de postos de combustíveis controlada pelo grupo criminoso. Thiago Rangel, eleito em 2022, já era alvo de investigações anteriores, tendo sido investigado na Operação Postos de Midas em 2024 por supostas irregularidades em contratos públicos e lavagem de dinheiro. A operação atual abrange diversas cidades do Rio de Janeiro e visa desarticular o esquema de corrupção. A Secretaria Estadual de Educação informou que está revisando administrativamente os procedimentos de obras, estabeleceu um teto de R$ 130 mil para manutenções e pequenos reparos, e afirmou que está colaborando com o Ministério Público Estadual e outros órgãos de controle.
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