O Irã está avaliando a resposta dos Estados Unidos a uma proposta de paz de 14 pontos, conforme confirmado por Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores iraniano, neste domingo (3). A iniciativa iraniana visa encerrar o conflito e resolver diversas questões pendentes, com a particularidade de não incluir as questões nucleares nesta fase inicial, que seriam abordadas posteriormente. O objetivo é solucionar outras questões em um prazo de 30 dias, priorizando o fim do conflito em vez de apenas estender o cessar-fogo. Há um cessar-fogo de três semanas em vigor.
As exigências contidas na proposta iraniana incluem a retirada de sanções, o fim do bloqueio naval no Golfo de Omã, a saída das forças dos EUA da região, a liberação de ativos congelados, o pagamento de compensações e o cessar das hostilidades, abrangendo também as operações de Israel no Líbano. A proposta foi transmitida por intermédio do Paquistão, que facilitou conversas presenciais entre Irã e EUA no mês passado. O presidente dos EUA, Donald Trump, está revisando o documento, mas expressou dúvidas sobre a viabilidade de um acordo, afirmando que o Irã "não pagou um preço alto o suficiente" por suas ações. Relatos indicam que Trump disse à emissora israelense Kan News que a proposta era inaceitável, embora os EUA não tenham confirmado oficialmente o recebimento ou o conteúdo da resposta. A proposta iraniana é uma contraproposta ao plano de nove pontos elaborado por Washington.
Os EUA, por sua vez, exigem restrições rigorosas ao programa nuclear iraniano, incluindo a redução do estoque de urânio enriquecido, antes do fim do conflito, o que contraria a sugestão iraniana de adiar as negociações nucleares. O Irã afirma que seu programa nuclear é pacífico. A tensão na região é agravada por ordens de evacuação de Israel no sul do Líbano, em meio a confrontos com o Hezbollah, aliado do Irã. O Irã condiciona a retomada das negociações com Washington a um cessar-fogo também no Líbano. O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã tem gerado pressão interna nos EUA devido ao aumento dos preços de petróleo e gás.
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