O Irã está analisando uma proposta de cessar-fogo de 15 pontos apresentada pelos Estados Unidos, mas rejeitou a possibilidade de negociações diretas, afirmando que as condições eram excessivas e desconectadas da realidade. Uma autoridade iraniana de alto escalão informou à Reuters que a resposta inicial de Teerã à proposta americana não foi positiva, embora o país ainda esteja em processo de análise do plano. Autoridades iranianas reiteraram que Teerã só encerrará o conflito em seus próprios termos. O Tenente-Coronel Ebrahim Zolfaghari, porta-voz militar iraniano, declarou que os americanos estão negociando "apenas consigo mesmos" e que o Irã "nunca chegará a um acordo" com os EUA, contradizendo as afirmações do presidente Donald Trump de que Washington está em diálogo com Teerã para encerrar a guerra. A Press TV, TV estatal iraniana, reforçou que o presidente Trump não ditará o fim da guerra, e que o plano é "desconectado da realidade do fracasso americano no campo de batalha", garantindo a continuidade das "ações defensivas" iranianas.
Em vez disso, o Irã apresentou suas próprias condições para o fim do conflito, que incluem o fim da agressão, garantia contra a retomada da guerra, indenização pelos danos causados, um cessar-fogo regional e o reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz. A proposta americana, cuja existência foi confirmada por fontes à Reuters e pelo New York Times, foi enviada ao Irã via Paquistão e incluía exigências como o compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares, limitar seu programa de mísseis e desativar usinas de enriquecimento de urânio. Além disso, o plano pedia o fim do financiamento a grupos aliados como Hamas e Hezbollah e a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz. Em troca do cumprimento das condições, os EUA ofereceram suspender sanções econômicas e auxiliar no programa nuclear civil iraniano. Fontes, no entanto, indicam que o Irã não rejeitou totalmente a proposta e sinaliza abertura para negociações, buscando incluir o Líbano em um cessar-fogo.
Apesar da proposta de cessar-fogo e das negociações em andamento, o Irã manteve o tom de confronto. A Guarda Revolucionária do Irã alegou ter disparado mísseis contra Israel e bases militares americanas no Kuwait, Jordânia e Bahrein. Em resposta, Israel anunciou ter atacado duas instalações de produção de mísseis de cruzeiro navais operadas pelo Ministério da Defesa do Irã em Teerã e também em Isfahan. O Hezbollah também afirmou ter disparado mísseis terra-ar contra um avião de guerra israelense sobre o sul do Líbano, forçando-o a recuar. Israel expressou ceticismo sobre a aceitação iraniana dos termos e preocupação com possíveis concessões dos negociadores dos EUA. Donald Trump, por sua vez, ameaçou "desencadear o inferno" contra o Irã se suas condições não forem aceitas. Mercados acionários globais e preços do petróleo reagiram positivamente à notícia da proposta, esperando o fim do conflito, enquanto o Pentágono planeja enviar milhares de soldados para o Golfo, e o Irã ameaça abrir uma nova frente no Mar Vermelho. A aprovação do governo Trump, por sua vez, caiu para 36%, o menor nível do segundo mandato, ligada às ações na guerra contra o Irã e à alta dos combustíveis.
InfoMoney • 25 mar, 18:04
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