O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul entra em vigor provisoriamente a partir de 1º de maio, após a promulgação do tratado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esta etapa encerra o processo interno brasileiro de incorporação do tratado ao ordenamento jurídico, permitindo a aplicação gradual das regras entre os blocos. A medida é vista por apoiadores europeus, como Alemanha e Espanha, como uma estratégia para compensar o impacto das tarifas dos Estados Unidos e diminuir a dependência da China por minerais essenciais.
Contudo, o acordo enfrenta críticas de países como a França e de grupos ambientalistas, que expressam preocupações com o aumento de importações de carne bovina e açúcar mais baratos, além do potencial impacto na destruição de florestas tropicais. Especialistas preveem que os ganhos econômicos serão modestos, com a Comissão Europeia estimando um aumento de 0,05% no PIB da UE até 2040, e provavelmente não compensarão totalmente a perda de comércio com os Estados Unidos. A UE tem acelerado outros acordos comerciais desde a reeleição de Donald Trump, buscando reforçar o livre comércio e compensar a queda nas exportações para os EUA.
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