O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em vigor nesta sexta-feira, após mais de 20 anos de negociações. A medida cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, conectando mercados com mais de 700 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) conjunto trilionário, abrangendo 31 países e um PIB de mais de US$ 22 trilhões. A expectativa é que mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa tenham suas tarifas de importação zeradas inicialmente, com a UE eliminando tarifas para mais de 5 mil produtos do Mercosul, representando cerca de metade do universo tarifário e com potencial de liberalizar mais de 90% do comércio bilateral.
A indústria brasileira, em particular os setores de máquinas, alimentos e metalurgia, é apontada como a principal beneficiada no curto prazo. A redução de tarifas será gradual para setores considerados sensíveis, podendo se estender por até 30 anos em alguns casos. O acordo foi dividido em Acordo de Parceria UE–Mercosul (Empa) e Acordo Comercial Temporário (iTA) para facilitar a aprovação, sendo o iTA o que entra em vigor. A aplicação do acordo é provisória, aguardando uma análise de compatibilidade jurídica pelo Tribunal de Justiça da União Europeia. O pacto enfrentou resistência de agricultores europeus, levando a cláusulas e concessões para acalmar os protestos.
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