O Goldman Sachs rebaixou a recomendação do Banco do Brasil (BBAS3) de neutro para venda, ajustando o preço-alvo de R$ 24 para R$ 21. A decisão é motivada por preocupações com a qualidade dos ativos da carteira rural do banco e a visibilidade limitada, um ponto reconhecido pela própria administração. Fatores como o aumento dos custos de fertilizantes, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio, e um cenário macroeconômico desafiador contribuem para a elevação dos riscos.
Apesar de as ações do Banco do Brasil negociarem com múltiplos descontados, o Goldman Sachs avalia que os riscos para os lucros e o guidance superam o potencial de valorização. O banco de investimentos projeta que o Banco do Brasil terá dificuldades em cumprir o guidance de provisões e lucro líquido para 2026, com estimativas abaixo do consenso de mercado. A inadimplência no crédito rural, especialmente nas linhas de custeio, tem aumentado, e a carteira antiga continua a pressionar os resultados, impactando a rentabilidade (ROE), que deve permanecer pressionada ao longo de 2026, com projeção de 10,7% para o ano consolidado.
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