Goldman Sachs eleva recomendação da B3 para compra com preço-alvo de R$ 22
O Goldman Sachs elevou a recomendação da B3 para compra, citando valuation atrativo, expectativa de queda de juros e o crescente fluxo de capital estrangeiro no Brasil.
Pontos principais
- Goldman Sachs alterou a recomendação da B3 (B3SA3) de neutra para compra.
- O novo preço-alvo estabelecido pelo banco para as ações da B3 é de R$ 22.
- A decisão é fundamentada no valuation atrativo da B3 e na expectativa de queda da taxa de juros.
- A entrada de US$ 5,9 bilhões em capital estrangeiro no Brasil em 2026, a maior em mais de uma década, também impulsiona a recomendação.
- As estimativas de lucro líquido do Goldman para a B3 superam o consenso do mercado.
O Goldman Sachs anunciou a elevação da recomendação da B3 (B3SA3) de neutra para compra, estabelecendo um preço-alvo de R$ 22 para as ações da bolsa brasileira. A decisão reflete uma análise otimista sobre o valuation da empresa, que é considerado atrativo, e a expectativa de um cenário de queda nas taxas de juros, o que tende a expandir o múltiplo Preço/Lucro (P/L) da B3. Além disso, o banco destaca o significativo fluxo de capital estrangeiro para o Brasil, que atingiu US$ 5,9 bilhões nas primeiras seis semanas de 2026, superando o total de 2025 e marcando o maior volume em mais de dez anos.
Este aumento no interesse de investidores globais pelo Brasil é visto como um fator positivo para a B3, que deve se beneficiar do maior volume de negociações. Embora o cenário eleitoral presidencial possa trazer volatilidade, o Goldman Sachs prevê que isso pode, paradoxalmente, impulsionar os volumes negociados em ações e derivativos no curto prazo. As projeções de lucro líquido do Goldman para a B3 estão acima do consenso do mercado, impulsionadas por pagamentos extraordinários de Juros Sobre Capital Próprio (JCP) e um payout de 100%.
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