Goldman rebaixa Banco do Brasil para venda, mesmo com ação descontada; BBAS3 cai 2%
O Goldman Sachs rebaixou a recomendação do Banco do Brasil para venda, citando riscos na qualidade dos ativos da carteira rural e um cenário macroeconômico desafiador, apesar das ações negociarem com desconto.
|
29/04 às 10:40
Pontos principais
- Goldman Sachs rebaixou a recomendação do Banco do Brasil (BBAS3) de neutro para venda, com preço-alvo de R$ 24 para R$ 21.
- A rebaixa reflete preocupações com a qualidade dos ativos da carteira rural e a visibilidade limitada, conforme reconhecido pela administração do banco.
- Fatores como o aumento dos custos de fertilizantes devido ao conflito no Oriente Médio e um cenário macroeconômico desafiador contribuem para os riscos.
- Apesar das ações do BB negociarem a múltiplos descontados, o Goldman Sachs avalia que os riscos para lucros e guidance superam o potencial de valorização.
- O Goldman projeta que o Banco do Brasil terá dificuldades em cumprir o guidance de provisões e lucro líquido para 2026, com estimativas abaixo do consenso.
- A inadimplência no crédito rural aumentou, especialmente nas linhas de custeio, e a carteira antiga continua a pressionar os resultados.
- A rentabilidade (ROE) do Banco do Brasil deve permanecer pressionada ao longo de 2026, com projeção de 10,7% para o ano consolidado.
Mencionado nesta matéria
Organizações
Goldman SachsBanco do BrasilBloomberg
Lugares
Oriente Médio

