O custo médio do crédito no Brasil alcançou o patamar mais alto desde 2016 em março, com juros elevados e recorde de endividamento das famílias.
O custo médio do crédito no Brasil atingiu 33,1% anuais em março, o nível mais alto desde outubro de 2016, com a taxa para pessoas físicas chegando a 38,4%, a maior desde março de 2017. Este cenário de juros elevados é acompanhado por um aumento no uso do rotativo do cartão de crédito, que cresceu 9,7% no primeiro trimestre de 2026, totalizando R$ 109,65 bilhões, e cuja taxa de juros alcançou 428,3% ao ano em março. A inadimplência das pessoas físicas ficou em 7%, o patamar mais alto desde o último trimestre de 2012.
O endividamento das famílias atingiu 49,9% em fevereiro, recorde histórico, e o comprometimento de renda chegou a 29,7%, o maior da série histórica do Banco Central. Diante deste cenário, o governo e o Congresso já haviam limitado o endividamento do rotativo em janeiro de 2024 e estudam a implementação de um novo programa para unificar e refinanciar dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, além de analisar a possibilidade de usar recursos do FGTS para o pagamento de dívidas.
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