Os juros médios para famílias e empresas no Brasil registraram alta em janeiro de 2026, impulsionados pelas taxas elevadas do cartão de crédito, enquanto o Banco Central mantém a Selic em 15% ao ano para conter a inflação.
Os juros médios para famílias e empresas no Brasil continuaram sua trajetória de alta em janeiro de 2026, conforme dados divulgados pelo Banco Central. As taxas para pessoas físicas alcançaram 61% ao ano, um aumento de 0,9 ponto percentual no mês e 6,7 pontos percentuais em 12 meses. O destaque negativo ficou para o cartão de crédito, com a modalidade parcelada atingindo 194,9% ao ano e o rotativo, mesmo com uma leve queda, permanecendo em alarmantes 424,5% ao ano. Para as empresas, a taxa média subiu para 25,2% ao ano.
Essa elevação dos juros bancários reflete a política monetária do Banco Central, que mantém a taxa Selic em 15% ao ano na tentativa de controlar a inflação. O cenário de juros altos impacta diretamente o endividamento das famílias, que atingiu 49,7% da renda em dezembro de 2025, e a inadimplência geral, que subiu para 4,2% em janeiro, sendo mais acentuada entre as famílias (5,2%). O saldo total de crédito no Sistema Financeiro Nacional foi de R$ 7,115 trilhões, com uma leve redução mensal, mas crescimento de 10,1% em 12 meses.