Irã e EUA retomam negociações indiretas no Paquistão sobre acordo de paz
Irã e EUA iniciam nova rodada de negociações indiretas no Paquistão para resolver divergências, com o Irã entregando suas exigências de paz e recusando contato direto.
Pontos principais
- Irã e EUA concordaram em retomar negociações de paz indiretas no Paquistão, com mediação do país anfitrião.
- O chanceler iraniano, Abbas Aragchi, apresentou as exigências de paz do Irã e expressou ressalvas sobre as posições dos EUA.
- A delegação iraniana deixou as negociações no Paquistão antes da chegada da comitiva dos EUA.
- Apesar da presença de representantes americanos (Steve Witkoff e Jared Kushner) e iranianos em Islamabad, o Irã recusou contato direto com a delegação dos EUA.
- O presidente Donald Trump expressou otimismo, e a Casa Branca mencionou 'avanços', mas o governo americano mantém cautela em privado.
- O Estreito de Ormuz, crucial para o comércio global de petróleo, permanece bloqueado, e sua reabertura é vista como urgente pelo Conselho Europeu.
- Divergências persistem sobre o bloqueio naval dos EUA, o controle de Ormuz, o estoque de urânio iraniano e as milícias aliadas do Irã.
Irã e Estados Unidos iniciaram uma nova rodada de negociações indiretas no Paquistão, com o objetivo de buscar um acordo de paz e resolver as tensões crescentes. O chanceler iraniano, Abbas Aragchi, entregou as exigências de paz do Irã ao Paquistão, que atua como mediador, e expressou ressalvas sobre as posições dos EUA. A delegação iraniana, no entanto, deixou as negociações antes da chegada da comitiva americana. Apesar da presença de representantes de ambos os países em Islamabad, incluindo os americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, o Irã mantém sua recusa em ter contato direto com a delegação dos EUA, optando pela mediação paquistanesa.
Embora o presidente Donald Trump tenha expressado otimismo e a Casa Branca tenha mencionado 'avanços' nas conversas, o governo americano mantém cautela em privado. As negociações ocorrem em um clima hostil, com divergências persistentes sobre questões como o bloqueio naval dos EUA, o controle do estratégico Estreito de Ormuz, o estoque de urânio iraniano e o apoio a milícias aliadas do Irã. O Estreito de Ormuz, vital para o transporte global de petróleo e gás, continua paralisado devido ao bloqueio, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, ressaltou a importância de sua reabertura para a estabilidade do mercado global. O conflito já causou milhares de mortes e abalou os mercados globais.
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