Especialistas defendem que família, escola e legislação são cruciais para combater o machismo e a violência de gênero no Brasil, mas alertam que a transformação social pode levar gerações.

Especialistas brasileiros enfatizam que a família, a escola e a legislação desempenham papéis centrais na erradicação do machismo estrutural e da violência de gênero no país. Em 2025, o Brasil registrou uma média alarmante de 12 mulheres agredidas por dia, somando 4.558 vítimas em nove estados monitorados, evidenciando a urgência do problema. Pesquisas recentes revelam que a percepção do machismo é generalizada, com 81% dos homens e 95% das mulheres considerando o Brasil um país machista.
Apesar da legislação brasileira de proteção à mulher ser considerada avançada globalmente, com leis como a Maria da Penha e a do Feminicídio, especialistas como Janaína Penalva e Valeska Zanello alertam que os impactos sociais são recentes e a transformação real pode levar de 30 a 50 anos. Novas leis foram sancionadas em 2026, como a que estabelece monitoramento eletrônico para agressores e a que tipifica o crime de vicaricídio. Psicólogos e consultores destacam a necessidade de transformação cultural, ações preventivas eficazes e o engajamento masculino para interromper o ciclo de violência, além do papel da escola na desconstrução de estereótipos.
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