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Combate ao machismo exige família, escola e leis, mas transformação é lenta

Especialistas defendem que família, escola e legislação são cruciais para combater o machismo e a violência de gênero no Brasil, mas alertam que a transformação social pode levar gerações.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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25/04 às 10:00 · atualizado 11:01

Pontos principais

  • Em 2025, o Brasil registrou uma média de 12 mulheres agredidas por dia, totalizando 4.558 vítimas em nove estados monitorados.
  • Pesquisas indicam que 81% dos homens e 95% das mulheres consideram o Brasil um país machista.
  • A legislação brasileira de proteção à mulher, incluindo a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, é considerada avançada globalmente.
  • Especialistas apontam que os impactos sociais dessas leis são recentes e a transformação real pode levar de 30 a 50 anos.
  • Família e escola são vistas como ambientes cruciais para o letramento de gênero e a desconstrução de estereótipos machistas.

Especialistas brasileiros enfatizam que a família, a escola e a legislação desempenham papéis centrais na erradicação do machismo estrutural e da violência de gênero no país. Em 2025, o Brasil registrou uma média alarmante de 12 mulheres agredidas por dia, somando 4.558 vítimas em nove estados monitorados, evidenciando a urgência do problema. Pesquisas recentes revelam que a percepção do machismo é generalizada, com 81% dos homens e 95% das mulheres considerando o Brasil um país machista.

Apesar da legislação brasileira de proteção à mulher ser considerada avançada globalmente, com leis como a Maria da Penha e a do Feminicídio, especialistas como Janaína Penalva e Valeska Zanello alertam que os impactos sociais são recentes e a transformação real pode levar de 30 a 50 anos. Novas leis foram sancionadas em 2026, como a que estabelece monitoramento eletrônico para agressores e a que tipifica o crime de vicaricídio. Psicólogos e consultores destacam a necessidade de transformação cultural, ações preventivas eficazes e o engajamento masculino para interromper o ciclo de violência, além do papel da escola na desconstrução de estereótipos.

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