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ONU Mulheres: sofrimento masculino impulsiona 'machosfera' mas não justifica misoginia

A representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, afirmou que o sofrimento masculino alimenta a "machosfera", mas não pode justificar a misoginia, defendendo espaços de apoio para homens.

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Foto: G1 Política
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10/03 às 23:00

Pontos principais

  • Gallianne Palayret, da ONU Mulheres no Brasil, destacou que o sofrimento masculino impulsiona a "machosfera", mas não serve como justificativa para a misoginia.
  • A "machosfera" é descrita como uma rede de grupos com viés misógino e violento, incluindo a trend "caso ela diga não", investigada pela Polícia Federal.
  • Palayret defende a criação de espaços de suporte e saúde mental para meninos, visando promover modelos de masculinidade saudáveis.
  • A melhoria da vida de homens e meninos é vista como um benefício coletivo, que também contribui para a segurança e liberdade das mulheres.
  • A advogada ressaltou a dificuldade de regular conteúdos violentos online devido à facilidade de criação de novas páginas e aos interesses financeiros das big techs.

A representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, declarou que o sofrimento masculino é um fator que impulsiona a "machosfera", uma rede de grupos com tendências misóginas e violentas. No entanto, Palayret enfatizou que esse sofrimento não justifica a misoginia, citando a trend "caso ela diga não", que incita violência contra mulheres e está sob investigação da Polícia Federal. A advogada defende a criação de espaços de suporte e saúde mental para meninos, com o objetivo de promover modelos de masculinidade saudáveis.

Palayret argumenta que a melhoria da vida de homens e meninos resulta em um ganho coletivo, aumentando também a segurança e a liberdade das mulheres. Ela apontou desafios na regulação de conteúdos violentos online, devido à facilidade de criação de novas páginas e aos interesses financeiros das grandes empresas de tecnologia. Medidas como o fortalecimento de marcos legais contra a violência digital, a transparência das plataformas e a educação digital são consideradas essenciais para combater a misoginia online, em um contexto de recorde de feminicídios em 2025 e discussões sobre a adaptação da Lei Modelo Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Digital de Gênero contra as Mulheres no Brasil.

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