A representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, afirmou que o sofrimento masculino alimenta a "machosfera", mas não pode justificar a misoginia, defendendo espaços de apoio para homens.
A representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, declarou que o sofrimento masculino é um fator que impulsiona a "machosfera", uma rede de grupos com tendências misóginas e violentas. No entanto, Palayret enfatizou que esse sofrimento não justifica a misoginia, citando a trend "caso ela diga não", que incita violência contra mulheres e está sob investigação da Polícia Federal. A advogada defende a criação de espaços de suporte e saúde mental para meninos, com o objetivo de promover modelos de masculinidade saudáveis.
Palayret argumenta que a melhoria da vida de homens e meninos resulta em um ganho coletivo, aumentando também a segurança e a liberdade das mulheres. Ela apontou desafios na regulação de conteúdos violentos online, devido à facilidade de criação de novas páginas e aos interesses financeiros das grandes empresas de tecnologia. Medidas como o fortalecimento de marcos legais contra a violência digital, a transparência das plataformas e a educação digital são consideradas essenciais para combater a misoginia online, em um contexto de recorde de feminicídios em 2025 e discussões sobre a adaptação da Lei Modelo Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Digital de Gênero contra as Mulheres no Brasil.
12 mar, 09:03
8 mar, 15:01
7 mar, 21:00
3 mar, 22:01
3 fev, 19:03