O Banco Central do Brasil proibiu plataformas como Kalshi e Polymarket de oferecerem derivativos ligados a eventos não econômicos no país, com a medida entrando em vigor em maio de 2026.
O governo federal brasileiro, por meio de uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) publicada pelo Banco Central do Brasil, proibiu a oferta e negociação de derivativos atrelados a eventos não econômicos no país. A medida, aprovada em reunião ordinária do CMN, impacta plataformas como Kalshi e Polymarket, que oferecem mercados preditivos sobre resultados de eleições, política, eventos esportivos, reality shows, guerras, mudanças climáticas e outras ocorrências sociais, culturais e de entretenimento. O bloqueio dessas empresas foi efetivado nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026, e a proibição entrará em vigor a partir de 4 de maio de 2026, visando proteger investidores e garantir a integridade do mercado.
A nova regulamentação, formalizada pela Resolução 5.298, estabelece um controle mais rigoroso sobre as operações dessas plataformas, estendendo-se também a ofertas de derivativos negociados no exterior, mas direcionados ao território nacional. Contratos ligados a indicadores econômicos e do mercado financeiro, como inflação, juros, câmbio e commodities, permanecem permitidos. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) será o órgão responsável por regulamentar e fiscalizar o cumprimento da norma, buscando prevenir a especulação nociva e assegurar a transparência.
Folha de São Paulo - Mercado • 24 abr, 17:42
UOL - Economia • 24 abr, 14:48
InfoMoney • 24 abr, 14:00
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