O ministro Gilmar Mendes reconheceu ter errado ao mencionar a homossexualidade em uma crítica ao ex-governador e pré-candidato à Presidência Romeu Zema e pediu desculpas publicamente.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu publicamente ter cometido um erro ao citar a homossexualidade em uma crítica direcionada ao ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema. Durante uma entrevista ao Metrópole, em 23 de abril de 2026, Mendes usou um exemplo hipotético ao explicar a inclusão de Zema no Inquérito das Fake News, questionando: "Imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo?".
Após a repercussão de sua fala, o ministro utilizou as redes sociais, incluindo o X (antigo Twitter), para se desculpar, afirmando que errou ao mencionar a homossexualidade como uma acusação injuriosa. A controvérsia surgiu após um vídeo de Zema, divulgado em março, no qual o ex-governador criticava o STF e os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, representados como fantoches. Mendes defendeu a continuidade do inquérito das fake news, que já dura sete anos, alegando a existência de uma "indústria de difamação" contra o Supremo e a importância de enfrentá-la.
Em meio à polêmica, parlamentares da oposição articulam um novo pedido de impeachment contra Gilmar Mendes, motivado pelo pedido de inclusão de Zema no inquérito. O ministro também criticou a CPI do Crime Organizado e seu relator, Alessandro Vieira, por tentar indiciar ministros do STF e o chefe da Procuradoria-Geral da República.
InfoMoney • 24 abr, 09:00
Folha de São Paulo - Política • 23 abr, 23:56
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