O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou a Polícia Federal pela retirada das credenciais diplomáticas de um servidor dos Estados Unidos no Brasil. A medida é uma ação de reciprocidade após o governo do presidente Donald Trump solicitar a retirada do delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho dos EUA. O Itamaraty classificou a decisão americana como uma 'má prática diplomática', destacando que a interrupção das funções do delegado em Miami não foi precedida de pedido de esclarecimento ou diálogo, contrariando um memorando de entendimento bilateral. O agente brasileiro atuava em Miami com base em um acordo de intercâmbio de oficiais de ligação na área de segurança.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou que a retirada das credenciais do servidor dos EUA foi baseada no princípio da reciprocidade. Este princípio, embora não seja uma lei, é uma prática comum em relações internacionais, permitindo que um Estado responda a outro da mesma forma como é tratado. O servidor americano, que atuava em uma unidade da PF em Brasília, perdeu acesso a bases de dados de cooperação. O Ministério das Relações Exteriores justificou a ação, afirmando que os EUA não seguiram a boa prática diplomática de diálogo e convocou um representante da embaixada dos EUA para expressar o descontentamento. Lula reforçou a política de reciprocidade, declarando: “O que fizeram conosco, faremos com eles”.
O presidente apareceu em vídeo ao lado do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do secretário nacional de Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, onde também anunciou a contratação de mil policiais federais. O princípio da reciprocidade já foi aplicado pelo Brasil em outras ocasiões, como em março de 2026, quando o Itamaraty revogou o visto de Darren Beattie, assessor de Donald Trump, que pretendia visitar Jair Bolsonaro.
G1 Política • 23 abr, 00:00
InfoMoney • 22 abr, 22:50
Folha de São Paulo - Política • 22 abr, 20:39
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