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Lula e PF usam reciprocidade em retirada de credenciais dos EUA

O presidente Lula e a Polícia Federal aplicaram o princípio da reciprocidade ao retirar credenciais de um servidor dos EUA, após a expulsão de um delegado brasileiro, gerando atrito diplomático.

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Foto: G1 Política
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22/04 às 23:03 · atualizado 23/04 às 01:01

Pontos principais

  • O presidente Lula elogiou a Polícia Federal pela retirada das credenciais diplomáticas de um servidor dos EUA no Brasil.
  • A ação foi uma resposta à expulsão do delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho dos Estados Unidos, a pedido do governo Trump.
  • O Itamaraty classificou a decisão dos EUA como 'má prática diplomática', sem diálogo prévio ou pedido de esclarecimento.
  • O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, retirou as credenciais do servidor dos EUA com base no princípio da reciprocidade.
  • O princípio da reciprocidade é uma prática comum em relações internacionais, onde um Estado trata outro da mesma forma como é tratado.
  • O servidor americano atuava em uma unidade da PF em Brasília e perdeu acesso a bases de dados de cooperação.
  • Lula afirmou que o Brasil fará com os EUA o mesmo que eles fizerem com o Brasil e anunciou a contratação de mil policiais federais.
  • Em março de 2026, o Itamaraty usou o princípio para revogar o visto de Darren Beattie, assessor de Donald Trump, que pretendia visitar Jair Bolsonaro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou a Polícia Federal pela retirada das credenciais diplomáticas de um servidor dos Estados Unidos no Brasil. A medida é uma ação de reciprocidade após o governo do presidente Donald Trump solicitar a retirada do delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho dos EUA. O Itamaraty classificou a decisão americana como uma 'má prática diplomática', destacando que a interrupção das funções do delegado em Miami não foi precedida de pedido de esclarecimento ou diálogo, contrariando um memorando de entendimento bilateral. O agente brasileiro atuava em Miami com base em um acordo de intercâmbio de oficiais de ligação na área de segurança.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou que a retirada das credenciais do servidor dos EUA foi baseada no princípio da reciprocidade. Este princípio, embora não seja uma lei, é uma prática comum em relações internacionais, permitindo que um Estado responda a outro da mesma forma como é tratado. O servidor americano, que atuava em uma unidade da PF em Brasília, perdeu acesso a bases de dados de cooperação. O Ministério das Relações Exteriores justificou a ação, afirmando que os EUA não seguiram a boa prática diplomática de diálogo e convocou um representante da embaixada dos EUA para expressar o descontentamento. Lula reforçou a política de reciprocidade, declarando: “O que fizeram conosco, faremos com eles”.

O presidente apareceu em vídeo ao lado do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do secretário nacional de Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, onde também anunciou a contratação de mil policiais federais. O princípio da reciprocidade já foi aplicado pelo Brasil em outras ocasiões, como em março de 2026, quando o Itamaraty revogou o visto de Darren Beattie, assessor de Donald Trump, que pretendia visitar Jair Bolsonaro.

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