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Ministros do STF admitem desgaste e defendem código de ética para a Corte

Os ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia reconheceram a grave crise de confiança do Judiciário brasileiro, defendendo a criação de um código de conduta para o Supremo Tribunal Federal.

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Foto: InfoMoney
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18/04 às 10:04 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • Ministros Fachin e Cármen Lúcia admitem crise de confiança no Judiciário e defendem código de ética para o STF.
  • A crise é atribuída a escândalos, embates com o Legislativo e percepção de excesso de poder dos ministros.
  • Pesquisa Datafolha indica que 75% dos brasileiros acreditam que ministros do STF têm poder demais.
  • Cármen Lúcia será relatora do projeto de código de conduta e Fachin defende que o Judiciário se posicione pela "força dos argumentos".

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin e Cármen Lúcia reconheceram publicamente o desgaste e a grave crise de confiança que o Judiciário enfrenta no Brasil. Ambos defenderam a criação de um código de conduta para a Corte como forma de enfrentar a situação, enfatizando que a solução deve vir dos próprios juízes. A crise é atribuída a escândalos, como o envolvendo o Banco Master, e a embates frequentes com o Poder Legislativo, além da percepção de que os ministros exercem poder excessivo.

Uma pesquisa Datafolha recente corrobora essa percepção, indicando que 75% dos brasileiros acreditam que os ministros do STF detêm poder em demasia. Cármen Lúcia será a relatora do projeto de código de conduta e alertou para a gravidade da queda de confiança, mencionando um possível "movimento internacional" para deslegitimar o Judiciário brasileiro. Fachin, por sua vez, criticou a decisão da CPI do Crime Organizado de indiciar ministros, defendendo que o Judiciário deve falar "pela força dos argumentos" para manter a confiança da população em um cenário de polarização.

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