Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin e Cármen Lúcia reconheceram publicamente o desgaste e a crise de confiança que o Judiciário enfrenta no Brasil. Ambos defenderam a criação de um código de conduta para a Corte como forma de enfrentar a situação. A crise é atribuída a escândalos, como o envolvendo o Banco Master, e a embates frequentes com o Poder Legislativo, além da percepção de que os ministros exercem poder excessivo.
Uma pesquisa Datafolha recente corrobora essa percepção, indicando que 75% dos brasileiros acreditam que os ministros do STF detêm poder em demasia. Cármen Lúcia será a relatora do projeto de código de conduta e alertou para a gravidade da queda de confiança, mencionando um possível "movimento internacional" para deslegitimar o Judiciário brasileiro. Fachin, por sua vez, criticou a decisão da CPI do Crime Organizado de indiciar ministros, defendendo que o Judiciário deve falar "pela força dos argumentos" para manter a confiança da população em um cenário de polarização.
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