A ministra Cármen Lúcia abordou a necessidade de reformas no STF, a cultura de litígio e a crise de confiança institucional, defendendo mudanças e maior transparência na Corte, além de reconhecer a tensão atual.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em palestra que a Corte precisa de reformas e tem tentado mudar, apesar da crise de confiança no Judiciário. Ela abordou a cultura de litígio compulsivo no Brasil, que resulta em um grande volume de processos no STF, mencionando ter 1.056 ações sob sua relatoria e defendendo o plenário virtual como uma boa medida para desafogar o acervo. A ministra também sugeriu a reformulação do modo de redação dos acórdãos, adotando o modelo de 'majority opinion' da Suprema Corte dos EUA, embora reconheça que isso representaria uma "mudança cultural" profunda e de difícil implementação no Brasil.
Cármen Lúcia comentou sobre a diminuição da confiabilidade no Supremo, atribuindo parte desse fenômeno a uma crise mundial de popularidade das instituições, e mencionou os desafios de julgar temas constitucionais complexos e inéditos, como responsabilidade civil de redes sociais e inteligência artificial. A ministra reconheceu que o STF vive um momento de forte tensão e cobrança pública, defendendo a ampliação da transparência e comunicação do tribunal com a sociedade para lidar com as críticas e questionamentos, indicando que o tribunal não pode manter a mesma dinâmica e que mudanças estão sendo discutidas. Ela reconheceu a tensão que a Corte está vivenciando, especialmente em meio a casos de repercussão como o do Banco Master, e afirmou que, pessoalmente, não comete irregularidades, garantindo que não age fora da lei.
G1 Política • 13 abr, 18:22
Folha de São Paulo - Política • 13 abr, 12:52
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