Líderes da França e Reino Unido, Emmanuel Macron e Keir Starmer, planejam uma missão europeia para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, com críticas de Donald Trump.
Os líderes da França e do Reino Unido, Emmanuel Macron e Keir Starmer, estão à frente de uma iniciativa para garantir a segurança e a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. Uma cúpula internacional em Paris, que reuniu 49 países sem a participação dos Estados Unidos, discutiu os planos para uma missão europeia estritamente defensiva e independente. O objetivo é reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de cerca de um quinto do petróleo mundial, que foi bloqueada pelo Irã desde 28 de fevereiro devido à guerra entre EUA-Israel e Irã. Mais de uma dúzia de nações já se mostraram dispostas a contribuir com recursos para a operação, que incluirá planejamento militar focado em ações defensivas como remoção de minas e sistemas de alerta.
Macron e Starmer enfatizaram que a reabertura do Estreito de Ormuz é uma "necessidade e responsabilidade global" e que não será aceita qualquer "privatização" da rota marítima. Starmer acusou o Irã de "manter a economia mundial refém", e a iniciativa é vista como uma tentativa de países não envolvidos diretamente no conflito de reduzir os impactos econômicos globais e demonstrar capacidade de segurança internacional independente dos EUA. Paralelamente, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem criticado a OTAN e os esforços europeus, considerando-os ineficazes. Trump tem feito duras críticas à aliança desde o início da guerra contra o Irã, chegando a considerar a saída dos EUA.
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