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Senado aprova lei que altera percentuais mínimos de cacau em chocolates

O Senado Federal aprovou um projeto de lei que modifica as quantidades mínimas de cacau em diferentes tipos de chocolate e exige a informação do teor total nos rótulos, buscando maior qualidade e transparência.

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Foto: G1 - Economia
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15/04 às 20:01 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • O Senado Federal aprovou um projeto de lei que altera os percentuais mínimos de cacau em chocolates e derivados.
  • A proposta visa valorizar o cacau nacional, regulamentar a publicidade e rotulagem, e garantir transparência ao consumidor.
  • Será obrigatório informar o teor total de cacau nos rótulos dos produtos, que deve ser o primeiro ingrediente.
  • Os novos percentuais incluem 32% para chocolate em pó, 35% para chocolate, 25% para chocolate ao leite e 20% de manteiga de cacau para chocolate branco.
  • Com a aprovação, as categorias de chocolate "amargo" e "meio amargo" serão extintas.
  • O texto, já aprovado pela Câmara, segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • A Abicab criticou a proposta, alegando restrição à inovação e ao desenvolvimento de produtos.
  • Atualmente, o Brasil exige apenas 25% de sólidos totais de cacau, inferior aos padrões internacionais, e permite flexibilidade nos tipos de sólidos e gorduras substitutas.
  • Especialistas apontam que a qualidade do chocolate piorou devido à redução de custos pela indústria.

O Senado Federal aprovou um projeto de lei que estabelece novos percentuais mínimos de cacau na produção de chocolates no Brasil. A medida, que já havia passado pela Câmara dos Deputados, segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta tem como objetivos principais valorizar o cacau nacional, padronizar a composição dos produtos no mercado, criar regras mais claras para a publicidade e rotulagem, e garantir maior transparência e qualidade para o consumidor, tornando obrigatória a informação do teor total de cacau nos rótulos.

De acordo com o projeto, os novos percentuais mínimos são de 32% para chocolate em pó, 35% de sólidos totais para chocolate, 25% para chocolate ao leite e 20% de manteiga de cacau para chocolate branco. Além disso, a aprovação da lei resultará na extinção das categorias de chocolate "amargo" e "meio amargo". O relator no Senado, Ângelo Coronel, incluiu a necessidade de regulamentação do Executivo para as regras de publicidade nas embalagens. Atualmente, a legislação brasileira exige apenas 25% de sólidos totais de cacau, um patamar inferior aos padrões internacionais, e permite maior flexibilidade no uso de gorduras vegetais substitutas. Especialistas apontam que a qualidade do chocolate piorou devido à redução de custos pela indústria, impulsionada pela crise da vassoura-de-bruxa no cacau brasileiro nos anos 80 e 90.

A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) manifestou-se contra a proposta, argumentando que ela pode restringir a pesquisa, a inovação e o desenvolvimento de novas categorias de produtos, já previstas em normas da Anvisa. Empresas como a Pandurata Alimentos justificam as mudanças para "equilibrar qualidade e acessibilidade" em um contexto de pressão inflacionária nos custos do cacau. Para o consumidor, a recomendação é ler o rótulo, priorizando produtos com cacau como primeiro ingrediente e sem aromatizantes, e considerar o movimento "bean to bar" para maior qualidade e sustentabilidade.

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