Câmara aprova PL que aumenta teor mínimo de cacau em chocolates
A Câmara dos Deputados aprovou um Projeto de Lei que altera as regras de composição do chocolate no Brasil, aumentando o teor mínimo de cacau para alguns tipos.
Pontos principais
- A Câmara dos Deputados aprovou em março de 2026 um Projeto de Lei que altera as regras de composição do chocolate no Brasil.
- A nova legislação define teores mínimos de cacau para chocolate amargo/meio amargo (35%), chocolate em pó (32%), chocolate ao leite (25% cacau, 14% leite) e chocolate branco (20% manteiga de cacau, 14% leite).
- Especialistas e a Abicab criticam a proposta, argumentando que a mudança pode não melhorar a qualidade geral ou aumentar significativamente a demanda por cacau nacional.
- A Associação Bean to Bar Brasil e a Esalq/USP indicam que muitas fabricantes já superam os mínimos e que o impacto no consumo de cacau será marginal, cerca de 5%.
- Consumidores brasileiros expressam preocupação com a qualidade do chocolate, especialmente em ovos de Páscoa, e a percepção de que o produto pode ter piorado.
A Câmara dos Deputados aprovou em março de 2026 um Projeto de Lei que estabelece novas regras para a composição do chocolate no Brasil, aumentando o teor mínimo de cacau para alguns tipos. A legislação definirá que chocolates amargo/meio amargo devem ter no mínimo 35% de sólidos de cacau, chocolate em pó 32%, chocolate ao leite 25% de cacau e 14% de leite, e chocolate branco 20% de manteiga de cacau e 14% de leite.
No entanto, especialistas e a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoins e Balas (Abicab) expressam ceticismo quanto ao impacto da medida. Eles argumentam que muitas fabricantes já superam os mínimos propostos e que a mudança pode não resultar em melhoria significativa da qualidade ou em um aumento substancial na demanda por cacau nacional, devido à preferência da indústria por amêndoas importadas e à popularização de produtos com baixo teor de cacau. A discussão ocorre em meio a queixas antigas de consumidores sobre a qualidade do chocolate no Brasil, especialmente em produtos como ovos de Páscoa, e a percepção de que o chocolate brasileiro pode ter piorado ao longo do tempo.
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