Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira do INSS desde 2003, assumiu a presidência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), substituindo Gilberto Waller Jr. A nomeação ocorre em um momento de desafios para a autarquia, incluindo a necessidade de acelerar a análise de benefícios e reduzir as longas filas de espera, além de lidar com um escândalo de fraudes bilionárias na Previdência Social. O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, ressaltou que Ana Cristina tem o perfil ideal para solucionar a fila, destacando sua visão sistêmica e o fato de ser uma mulher, e representa a entrega do comando do Instituto aos servidores. Sua principal missão é acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos do INSS, cumprindo a determinação do presidente Lula de solucionar a fila de espera.
A demissão de Gilberto Waller Jr. ocorreu de forma surpreendente, sem aviso prévio ou explicação formal, sendo comunicado por volta das 10h30 pelo secretário-executivo da pasta. Waller rechaçou a versão de que sua saída estaria ligada ao agravamento das filas de benefícios, atribuindo o problema à estrutura da Previdência. Ele destacou a conclusão de 1,625 milhão de processos em março, um número recorde, mas a fila não diminuiu mais devido ao alto volume de novos pedidos (61 mil por dia). Apesar da redução para 2,7 milhões de processos em março, o tamanho da fila é o mesmo registrado no mesmo mês de 2025.
A decisão de trocar a liderança do órgão foi motivada pelo desgaste da imagem do governo Lula, especialmente em ano eleitoral, devido às filas de benefícios e a um escândalo de desvios de R$ 6,3 bilhões. Gilberto Waller Jr. foi demitido após 11 meses no cargo, tendo assumido a presidência do INSS em abril de 2025. Sua demissão também ocorre após a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos associativos de beneficiários. Lula avaliou que Waller foi importante para organizar o INSS após o escândalo, mas não conseguiu resolver o problema das filas. Silveira, que já presidiu o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), onde dobrou a capacidade de análise de recursos, e foi secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social, tem a missão estratégica de simplificar os processos internos do INSS e agilizar os serviços.
Agência Brasil - EBC • 13 abr, 12:44
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