A Hungria realiza eleições neste domingo para eleger 199 deputados, com Viktor Orbán buscando a reeleição em meio a desafios e a ascensão de Peter Magyar.
A Hungria realiza eleições neste domingo para escolher os 199 deputados da Assembleia Nacional, que posteriormente elegerão o primeiro-ministro. O pleito é marcado pela disputa entre o atual primeiro-ministro nacionalista Viktor Orbán, no cargo há 16 anos, e seu principal rival, Peter Magyar, do partido de centro-direita Tisza. Orbán, conhecido por sua aliança com Donald Trump e Vladimir Putin, enfrenta um cenário de estagnação econômica, aumento do custo de vida e insatisfação popular, o que comprometeu sua imagem e abriu caminho para a ascensão de Magyar.
Peter Magyar, ex-aliado de Orbán, rompeu com o partido Fidesz e lidera as pesquisas independentes. Sua ascensão é impulsionada pela insatisfação dos húngaros com a corrupção sistêmica e a gestão de Orbán, criticada por controlar a Constituição, o Judiciário, a mídia e as instituições, sendo descrita como uma autocracia eleitoral. Magyar promete combater a corrupção, reformar o país, liberar fundos congelados da União Europeia, restaurar o Estado de Direito, a independência dos tribunais, a liberdade de imprensa e das universidades, além de reconstruir laços com a UE e distanciar a Hungria da Rússia.
As projeções indicam que o Tisza pode conquistar cerca de dois terços dos votos, ameaçando o projeto de "democracia iliberal" de Orbán. Pesquisadores apontam que alterações no sistema eleitoral foram feitas para beneficiar o Fidesz, dificultando a vitória da oposição. A eleição é vista como crucial para o futuro da Hungria e atrai a atenção de toda a Europa devido às suas possíveis implicações geopolíticas, dada a relevância internacional do alinhamento de Orbán com Putin e o apoio de Trump à sua campanha.
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