O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán acusa adversários de conspirar com inteligência estrangeira, enquanto seu rival, Péter Magyar, denuncia fraudes eleitorais a dois dias das eleições.
A dois dias das eleições legislativas na Hungria, o primeiro-ministro Viktor Orbán acusou seus adversários políticos de conspirar com serviços de inteligência estrangeiros e de tentar gerar caos no país. Orbán, que busca um quinto mandato e é considerado um ídolo da extrema direita mundial, denunciou ameaças de violência e acusações de fraude eleitoral fabricadas, visando desestabilizar o processo eleitoral. Ele enfrenta a possibilidade de perder o cargo para o oponente Péter Magyar, após 16 anos moldando o sistema político húngaro com reformas que críticos acusam de minar a independência do Judiciário e silenciar a imprensa.
Em resposta, Péter Magyar pediu aos húngaros que não cedam a provocações e acusou o partido Fidesz de fraudes eleitorais, alertando sobre influência externa. Orbán, que cultivou laços com líderes como Donald Trump e Vladimir Putin, enfrenta desgaste interno devido à estagnação econômica e escândalos, apesar de seu posicionamento geopolítico. O Fidesz rompeu com o Partido Popular Europeu em 2021, resultando no congelamento de bilhões de euros da UE para a Hungria, enquanto Trump manifestou apoio total a Orbán em sua rede social.
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