Orbán intensifica retórica anti-UE e promete repressão a ONGs antes das eleições húngaras
Viktor Orbán intensifica campanha anti-UE, declarando o bloco como principal ameaça e prometendo reprimir ONGs, enquanto enfrenta desafio eleitoral significativo na Hungria.
Pontos principais
- Viktor Orbán declarou que a União Europeia é a verdadeira ameaça à Hungria, não a Rússia, e a comparou ao regime soviético.
- O primeiro-ministro prometeu reprimir ONGs e forças de oposição 'falsas' financiadas por Bruxelas, caso seja reeleito.
- Orbán e seu partido Fidesz enfrentam o maior desafio eleitoral desde 2010, com o partido Tisza, liderado por Peter Magyar, em ascensão.
- A campanha de Orbán sugere que a UE enviaria húngaros para a Ucrânia e acusa empresas como Shell e Erste Group de apoiar a oposição.
- A Hungria tem se isolado na UE por alegações de corrupção, repressão à sociedade civil e veto a apoio à Ucrânia.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, tem intensificado sua retórica anti-União Europeia, declarando que o bloco, e não a Rússia, é a verdadeira ameaça à Hungria. Em meio à campanha para as eleições de abril, Orbán prometeu reprimir ONGs e forças de oposição que ele considera 'falsas' e financiadas por Bruxelas, caso seja reeleito. Ele comparou a UE ao regime soviético e descartou Vladimir Putin como ameaça à segurança europeia, enquanto acusa o partido de oposição Tisza de ser uma 'criação' da UE.
Orbán e seu partido Fidesz enfrentam o maior desafio eleitoral desde 2010, com pesquisas indicando desvantagem em relação ao partido Tisza, liderado por Peter Magyar. A campanha do primeiro-ministro sugere que a UE enviaria húngaros para a Ucrânia caso seu partido perca as eleições e acusa empresas como Shell Plc e Erste Group Bank AG de apoiar a oposição. A Hungria tem se isolado na UE por alegações de corrupção, repressão à sociedade civil e veto a apoio à Ucrânia, fatores que contribuem para o cenário eleitoral desafiador de Orbán.
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