A Oncoclínicas, uma das principais empresas do setor de saúde, reportou um prejuízo líquido de R$ 3,67 bilhões em 2025, um aumento significativo em comparação aos R$ 717 milhões registrados em 2024. Somente no quarto trimestre de 2025, o prejuízo foi de R$ 1,52 bilhão, superando as estimativas de mercado. Este resultado adverso levou a empresa a expressar incertezas consideráveis sobre sua continuidade operacional, conforme divulgado em seu balanço, impactando o Ebitda ajustado em 45% na comparação anual. A companhia enfrenta um capital circulante negativo de R$ 2,31 bilhões, com dívidas significativas de empréstimos e fornecedores, e auditores independentes levantaram dúvidas sobre a continuidade operacional devido ao capital de giro negativo e descumprimento de covenants financeiros.
As perdas relacionadas ao Banco Master e a inadimplência da Unimed Ferj foram fatores contribuintes para o desempenho financeiro negativo. Diante da situação, a Oncoclínicas avalia medidas como proteção judicial contra credores e busca aportes de capital, incluindo propostas da Porto Seguro e do Mak Capital Fundo, que condiciona um aporte de R$ 500 milhões à destituição do conselho de administração. A crise já afeta diretamente os pacientes, que relatam adiamentos em sessões de quimioterapia, radioterapia e imunoterapia devido à falta de medicamentos. Em meio a este cenário, o CEO da Oncoclínicas, Marcelo Gasparino da Silva, renunciou aos cargos de membro e presidente do conselho de administração, e as ações da companhia (ONCO3) caíram significativamente após a divulgação dos resultados e a confirmação de que avalia ir à Justiça para se proteger de credores.
InfoMoney • 10 abr, 14:05
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