Oncoclínicas negocia aporte de R$ 500 milhões para reestruturar dívida
A empresa busca capital para viabilizar um plano de recuperação extrajudicial e reduzir seu endividamento de R$ 3,2 bilhões.
Pontos principais
- A Oncoclínicas negocia um aporte de R$ 500 milhões com três investidores após o fracasso da proposta da MAK Capital.
- O plano de recuperação extrajudicial visa reduzir a dívida total de R$ 3,2 bilhões em pelo menos R$ 1,5 bilhão.
- A companhia obteve um empréstimo ponte de R$ 150 milhões da Lumina para regularizar o estoque de medicamentos.
- O prejuízo da empresa no primeiro trimestre de 2026 somou R$ 438,7 milhões, triplicando o resultado negativo do ano anterior.
- A proposta de reestruturação, assessorada pela BR Partners, deve ser protocolada após o fim da medida cautelar em junho.
A Oncoclínicas está em negociações avançadas para captar R$ 500 milhões, montante essencial para viabilizar seu plano de recuperação extrajudicial. A estratégia busca reestruturar uma dívida de R$ 3,2 bilhões, com o objetivo de reduzir o passivo em pelo menos R$ 1,5 bilhão por meio de descontos e alongamento de prazos. A busca por novos sócios ocorre após a falha nas tratativas com a MAK Capital, em um momento de fragilidade financeira evidenciado pelo prejuízo de R$ 438,7 milhões registrado no primeiro trimestre de 2026. Para garantir a continuidade operacional, a empresa já assegurou um empréstimo ponte de R$ 150 milhões junto à Lumina, destinado à normalização do estoque de medicamentos. O plano definitivo, estruturado com o apoio da BR Partners, deve ser formalizado judicialmente após o encerramento da medida cautelar vigente até junho.
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