Oncoclínicas registra prejuízo de R$ 3,67 bilhões e teme continuidade
A Oncoclínicas (ONCO3) reportou um prejuízo de R$ 3,67 bilhões em 2025 e enfrenta incertezas significativas sobre sua continuidade operacional, com impacto no tratamento de pacientes.
Pontos principais
- A Oncoclínicas registrou prejuízo de R$ 3,67 bilhões em 2025, pior que o ano anterior.
- A empresa possui capital circulante negativo de R$ 2,31 bilhões e alavancagem de 4,3 vezes o Ebitda.
- Diretores admitem "incertezas significativas da continuidade operacional" devido a perdas e inadimplência.
- Pacientes relatam atrasos e adiamentos em tratamentos de câncer por falta de medicamentos.
- A empresa busca captação de recursos, venda de ativos e negociações com credores para manter operações.
A Oncoclínicas (ONCO3) divulgou um prejuízo de R$ 3,67 bilhões em 2025, um aumento em relação ao ano anterior, levantando preocupações sobre sua sustentabilidade financeira. A companhia enfrenta um cenário de capital circulante negativo de R$ 2,31 bilhões e uma alavancagem de 4,3 vezes o Ebitda, superando o limite contratual. Diretores da empresa expressaram "incertezas significativas da continuidade operacional", atribuindo parte dos problemas a perdas com o Banco Master e à inadimplência da Unimed Ferj.
Em meio à crise financeira, pacientes da Oncoclínicas têm relatado atrasos e adiamentos em tratamentos de câncer devido à falta de medicamentos. O CEO Carlos Gil Ferreira prioriza a manutenção do atendimento ambulatorial e busca soluções urgentes, incluindo a venda de ativos, negociações com credores e a avaliação de propostas de aporte de acionistas como Porto Seguro e Mak Capital. A empresa também considera buscar proteção temporária na Justiça contra credores e reconhece a instabilidade no abastecimento de medicamentos.
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