O senador Alessandro Vieira criticou a decisão de Davi Alcolumbre de não prorrogar as CPIs dos Crimes Digitais e do Crime Organizado, classificando-a como um "desserviço à nação" e buscando meios legais para a continuidade das investigações.
O relator das CPIs dos Crimes Digitais e do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, lamentou a decisão de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, de não prorrogar os trabalhos das comissões. Vieira criticou a medida, classificando-a como um "grande desserviço à nação", e afirmou que a justificativa de Alcolumbre, que citou o ano eleitoral de 2026, é insustentável dada a relevância das investigações.
Diante da não extensão do prazo, Vieira indicou que o relatório final da CPI dos Crimes Digitais será elaborado com base nos documentos recebidos "a conta-gotas". Uma força-tarefa está encarregada da redação do documento. Para a CPI do Crime Organizado, que identificou indícios de atuação criminosa e irregularidades no caso do Banco Master, o senador pretende "testar" o posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o direito constitucional de minoria à criação de CPIs. Ele afirmou que utilizará "todas as ferramentas legais e constitucionais" para dar continuidade às apurações, incluindo medidas judiciais para instalar uma nova CPI, e acredita que a interrupção dos trabalhos atende a interesses de "figuras poderosas" afetadas pelas investigações. Os relatórios finais de ambas as comissões deverão ser concluídos com o material já coletado, sem a possibilidade de novas diligências ou aprofundamento das investigações.
Poder360 • 7 abr, 19:05
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